domingo, 24 de abril de 2011

Voltando à minha terra



Nessa semana passada fui a Fortaleza visitar a minha família. Como não podia deixar de ser tivemos alguns jogas improvisados. Joguei Battleball, Nexus Ops e Jenga.

Assim que cheguei, puxei logo meu irmão para um Battleball básico que não foi registrado em câmera pela imcompetência deste que vos escreve. 

Battleball se trata de um jogo para dois jogadores que retrata uma partida de futebol americano no futuro, com direito a jogadas hiper-violentas que aleijam os jogadores do outro time. 

Teremos fotos mais a frente, então por enquanto vai só uma de uma jogada arrojada do futebol americano.

Sem a mínima condição de rematch depois de pedir revanche depois da 2º derrota consecutiva, precisei de um estímulo para minha baixa auto estima. 

Esse negócio de ficar só perdendo em jogo de tabuleiro tava começando a encher o saco. Ora de tentar um oponente à minha altura.



Minha prima Renata de 10 anos e seu Jenga!
Não deixe a pequena estatura enganá-lo, leitor. Estamos diante de uma jogadora de alta periculosidade, usuária das técnicas mais sujas de jogo de tabuleiro existentes: Choro ao perder, roubo de turno e pressão psicológica com o cd do Justin Bieber. 

Ela costumava jogar no submundo russo dos jogos de tabuleiro ilegais, e foi banida por "falta de espírito esportivo".

A partida começou equilibrada, apesar da evidente vantagem de minha adversária. Tentando não perder meu turno para o esquema criminoso de Renatinha Kalashnikov (toda hora era vez dela jogar....), me aguentei em quanto pude, retirando peças fáceis e deixando ela enfraquecer a base da torre. 

As jogadas se alternaram e o fim parecia se aproximar cada vez mais.

Me aproveitei de um descuido da Renata e armei a torre de um jeito que deixou as peças todas "presas", sem pecinhas que se soltavam facilmente. Ela deu um sorriso de desdém e puxou uma da base....


...Derrubando toda a estrutura e me garantindo a vitória depois de suadas 7 horas de jogo intenso...Ao fim da partida, o moral de minha oponente estava despedaçado e eu saí de lá com minha confiança renovada.

No meu último dia em Fortaleza, levei o Battleball e o meu recém adquirido Nexus Ops para a casa de Mathias, irmão do carinha do taekwon-do. Mathias e seu nefasto irmão já haviam me derrotado no Summoner Wars. Hoje eu esperava recuperar minha honra derrotando-o e mijando na tumba de seus ancestrais... ou só derrotando-o.

Começamos com o Battleball, em duas partidas que provaram que meu negócio não é mesmo futebol americano. 

O fator mais empolgante de Battleball são justamente os jogadores dos times,que são de tipos diferentes. Temos os que correm mais, os melhores para defesa e os equilibrados.  

Cada personagem corresponde a um dado diferente, que tanto determinará sua capacidade de combate,como sua velocidade de movimentação.Ganha o jogo quem fizer dois touchdowns primeiro. 

Tentei jogadas com meus Running Backs (jogadores que correm mais/ maior capacidade de fazer o touchdown, mas são mais fracos na porrada). Mathias sempre os interceptava e abatia. 

Enquanto isso, seus jogadores pesados derrubavam os meus a torto e a direito. Os dados estavam do lado de Mathias e ele logo não demorou a marcar o primeiro touchdown, tirando mais da metade do meu time de jogo.  
Começamos a segunda rodada com Mathias tendo controle de bola. Por mais que eu fizesse, estava impossível de roubar a bola da ciborgue que Mathias tinha. Lentamente, meu time foi caindo enquanto ela ia furando os bloqueios, auxiliada pelas outras peças que ele tinha.

Nos finalmentes do jogo,eu mandei o meu Heavy Tackle, um robozão que bate muito para cima da corredora dele. Se não fossem os outros jogadores dele, eu tinha tomado a bola. 


Pontuação final: Mathias 2x Eu 0

Cansado de todo esse negócio de corrida, parti para uma partida de Nexus Ops, o novo xodó da coleção. Mas isso é uma outra história que vou abordar no próximo post....



domingo, 27 de março de 2011

Conversão


Andei em uma missão de conversão de Boardgamers ultimamente. Primeiro convenci minha namorada a jogar comigo (e já temos uns 10 jogos diferentes juntos). Agora minha meta era formar um grupo de jogo novo... O que consegui pelo menos parcialmente com os irmãos da namorada e suas esposas.

Primeiramente, fui convidado por acaso a um jogo de War pelo Bruno (irmão mais velho da patroa). Jogamos War começando as 21:30 mais ou menos e indo até as 11 da madrugada mais ou menos. O jogo até estava bom, mas aquela velha “indefinição” que o War tem estava custando à partida. Duas horas e ainda estávamos longe de terminar pois nínguem conseguia fazer muita coisa com aqueles dados todos...Tivemos que parar no meio por sono.

Bem, logo depois eu puxei uma conversa sobre jogos e tal...Disse que conhecia alguns mais novos e desconhecidos e perguntei se ele não tinha interesse em dar uma checada. Ele disse que sim e marcamos de jogar outro dia. Segue a lista de jogos que tivemos desde então e uma pequena explicação:

I’m the Boss!

I'm the Boss em andamento.
Em Eu Sou o Chefe!(English,people!!!), cada jogador representa um investidor interessado em fechar negócios e recolher os royalties dessas negociações. Para isso, é necessário atrair investidores que são representados por outros jogadores. Cada investidor pode ser atraído as diversas negociações que são representadas por lugares no mapa. O truque é que nesse jogo existem muitas cartas especiais que permitem tirar um jogador da negociação, e se possível, que você o substitua. Não muito indicado para quem se ofende fácil, pois as negociações e essas cartas que atrapalham mexem bastante com alguns.

Hart an der Granze

Meus parceiros de jogo-À direita Camila, a esquerda Bruno e sua esposa
Através da Fronteira nos apresenta já outra perspectiva. Nesse jogo somos muambeiros, levando mercadorias escondidas em nossas malas através das barreiras policiais. Todo turno um dos jogadores é escolhido como policial, enquanto os outros serão os muambeiros que tentam passar itens como tequila, maracas, sombreiros, ídolos astecas dourados, vasos e charutos. Alguns desses ítens obviamente são legais, outros são contrabando e apesar de valerem bastante se vendidos, tem um preço alto a pagar se descobertos.Jogo bem interessante para descobrir se você tem aquela famosa “pokerface”(ou seja, eu nunca ganho).  

Maletas de muamba, dinheiro, e cartas de mercadorias.
É interessante ver que algumas pessoas podem se sentir ofendidas pelo tema. Nem todo mundo quer brincar de ser um contrabandista de estátuetas roubadas. Tive esse receio ao apresentar esse jogo a essas pessoas e descobri que dependendo do tema, até mesmo situações que poderiam ser ofensivas(como eu subornando todo mundo) se tornam apenas atividades lúdicas. 

Todos se divertiram mais do que eu esperava com o jogo e acho que o repetiremos outra hora.
Lifeboats

Apresentei esse jogo de negociação pura com um pé atrás...Não sabia se a ausência de pecinhas, cartinhas e etc iria atrapalhar na diversão que o pessoal teria com o jogo. Barcos salva-vidas é um jogo de negociação na sua forma mais pura. Um navio afundou e agora temos a tripulação buscando chegar à segurança, representadas por algumas ilhas. 

O problema é que nesse jogo tudo é bem democrático. Todos os tripulantes estão misturados nos diversos botes e o grupo como um todo tem que votar em que bote vai ser movido esse turno. Então o movimento dos botes é bem lento. 

Isso não seria problema se os botes não estivessem num péssimo estado de deteriorização e, a cada turno, não enchessem de água. Novamente fazemos uma votação para determinar que bote terá um dos seus lugares ocupados por um pequeno token azul, representando um furo no bote. Caso haja espaço desocupado no barco, o furo é colocado nesse espaço, caso não haja....Bem, os tripulantes daquele bote votam entre eles em um para servir de comida para os peixes....

Logo, você se vê em uma corrida desesperada para estar nos botes com as pessoas certas, que possam te ajudar a mover ele para frente. Você pode todo turno tb mover um dos seus tripulantes de um bote para outro. Mas se ocuparem todos os espaços possíveis você não pode mais voltar para onde estava...E se afoga.
No estilo de I'm the Boss, Lifeboats pode se tornar meio chato se você tem alguém que se ofende fácil na mesa. Também fica meio chato se alguém esquece de raciocinar e decide votar de qualquer maneira, desequilibrando o jogo em favor de um jogador muito na frente em termos de pontuação.

Na foto ao lado você pode ver dois tripulantes meus(Branco) no barco verde.Eu comecei o jogo me gabando por ser o jogador inicial, logo eu que decidiria todos os empates durante o jogo. Algumas votações depois, eu havia afogado um marujo de cada jogador. Logo mais eu ia fazer a burrada de colocar mais um tripulante meu no navio verde, que foi prontamente abandonado pelos jogadores verde e amarelo. Resultado: Na hora de afundar um bote, adivinha como o resto do grupo se posicionou? 3 peças  minhas mortas de uma vez só. Depois que terminamos o jogo, minha namorada confidenciou que achou  muito bom quando meus marujos foram gritando para o submundo.....

Então a regra de ouro: Mantenha seus amigos perto, e os inimigos mais perto ainda.

Flwe.

Ps- Desculpem a demora para atualizar...Vou prometer ser mais ágil aqui na publicação.
Ps2- Críticas sugestões e elogios são bem vindos.
Ps3- Estou melhorando as qualidades e quantidades de fotos( Como visto claramente nesse último post) Pretendo dar cada vez mais atenção a esse fator para aumentar o entendimento do que estou explicando.
Ps4- Os meus pacotes chegaram. E outros se perderam. E outros foram achados depois....Ô servicinho vagabundo o dos Correios.
Ps5- Estou trabalhando no meu primeiro Review. Será Lord of the Rings-The Confrontation deluxe Edition. Stay tuned!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Teste dos Correios

Hao!

Como disse no post anterior, tenho 4 pacotes chegando e 1 partindo  nessa próxima semana. Em decorrência disso, vou estar atualizando aqui as situações desses pacotes. Todos os Boardgamers do Brasil sabem dos pepinos que os correios podem criar com sua política no mínimo " incoerente" de lidar com nossas encomendas.

Os pacotes são os seguintes:

PB187102140BR-Quadro do aniversário do meu pai.

Sáida: 03/03/2011  de Santana do Livramento.
Status atual: 04/03 Encaminhado para Fortaleza-CE.    

PB271118079BR- Lifeboats do Riva que eu comprei

Saída: 03/03/2011 de São Paulo-SP
           04/03/2011 Encaminhado para CTCE Sáude.
Status Atual: 05/03/2011 Em trânsito para JUAZEIRO DO NORTE - JUAZEIRO DO NORTE

PB234390345BR-Pony Express enviado p/ Math Trade

Sáida: 03/03/2011 Juazeiro do Norte-CE
Status Atual: 04/03/2011 Em trãnsito para o CTCE Rio de Janeiro

PB272503440BR- Space Hulk Death Angel Card game+ Survive da Math Trade.

Sáida: 03/03/2011 Rio de Janeiro/RJ
Status Atual: 04/03/2011 Encaminhado para CTCE Fortaleza.

Falta só um pacote chegar desses meus: Um Niagara que tb ganhei de Math trade. Assim que ele tiver track eu coloco aqui para vocês acompanharem.
Aproveitando, deixa eu fazer um Merchan:

" Você vive estressado sem saber dos seus pacotes? Sua vida é olhar o site de rastreio dos correios em busca de uma luz sobre aquela caixa de papelão perdida no limbo dos homens de amarelo? ENTÃO ESSE COMERCIAL É PRA VC!

"Sr, sua encomenda está chegando."
A Polishop traz até você o revolucionário Muambator!!! Com ele, as suas encomendas serão rastreadas de forma rápida, prática e segura. Basta se cadastrar no site www.muambator.com.br e pronto! Assim que um pacote seu for atualizado no rastreador dos correios, a equipe de belas atendentes russas do Muambator mandará uma mensagem para o seu email! Sem sofrimento e preucupação!

Adquira agora o seu Muambator!!! Encomendas esquecidas nunca mais!

Agora sem zoeira. O Muambator é um site que faz justamente o dito acima: Manda para você um email sempre que sua encomenda é atualizada no track dos correios. Se você é como eu, incrivelmente ansioso, vai lá no site e dá uma olhada.

Volto depois com alguma notícia nova.

Sayonara!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Killed in Action


 Opa!

Essa semana tive um mal subito. Durou uns 4 dias e foi causado por uma suspeita de gastrite. Isso, aliado ao trabalho me impediu totalmente de escrever por aqui. Como estou seguindo a tal da dieta do carboidrato( Carne, Queijo e ovo, Carne, Queijo e ovo Carne, Queijo e ovo, Carne, Queijo e ovo...), meus hábitos alimentares mudaram e a carcaça sentiu.


Primeiramente a mudaça de habitat: me mudei da minha mega mansão em Malibu para um pequeno mas relativamente confortável hotelzinho no Juazeiro do Norte. Meu quarto é bem pequeno mas tem as coisas básicas pra dar um conforto: ar condicionado, frigobar, mesa, conexão wi-fi lenta mas estável....

Aproveito e até mostro o local. Nada de muito espaço mas bem funcional

Isso já afetou um pouco o equilíbrio? Não sei. O maior culpado com certeza foi a dieta. Essa história de comer só proteína finalmente me derrubou. Também, digo que não me alimentei em horário corretos, não tomei os remédios passados e estava dormindo pouco pros meus padrões.
Meu jantar era o delicioso prato que resolvi apelidar de temperos ao queijo. O negócio tinha mais óregano e gergelim do que queijo propriamente dito. E ainda o nestea diet para acompanhar.

E isso não chegava nem perto da sobremesa: Geleia de Mocotó com creme de leite e adoçante. Eu comia esse negócio todo e só pensando em pizza, lasanha...

Primeiro você checa os ingredientes que não são lá essas coisas. O creme de leite é um primo pobre do leite condensado quando se trata de sobremesas. Geleia de Mocotó já é meio fraca, e sem açucar então é quase o mesmo que comer uma prótese de silicone. Só o adoçante é que ainda dava um gosto e ainda assim, momentâneo.

"Sobremesa" 

 .....Já que esse é um blog de Boardgames também, algo mais interessante do que minha condição alimentar ou habitacional. Meu pai, quando me visitou, fez o favor de arranjar essa estante que hoje abriga meus bens mais queridos.

Trouxe alguns jogos para cá: Summoner Wars, Trough The Desert, Tallisman, Shadows over Camelot. Ainda não joguei nada desses, mas assim que rolarem alguns jogas eu venho aqui e comento. Aliás, também mostro a minha segunda paixão "hobbystica": Gosto muito história, principalmente militar. Coleciono livros sobre culturas, guerras e sociedades diferentes da minha.

Para terminar meu retorno, algumas notícias de última hora:

Estante. Também conhecida como Casa da Moeda.



*Ontem comemorei sete anos de namoro. Como sempre a comemoração ia bem, até eu tomar um banho de chuva/ atolar o carro/ chegar no restaurante com reserva atrasado/ rachar o joelho na mesa ao escorregar em uma poça de água dentro do restaurante e passar o jantar só tomando suco graças ao meu estômago avariado.

* Estou programando uma série de reviews, pelo menos dos jogos que tenho. Já tinha falado isso com o Felipe "Sapovoador" Maciel...Só estou vendo a questão do formato. Penso em começar com reviews escritos e a medida que o tempo for passando penso em passar para algo mais elaborado.

* Muito provavelmente, estarei recebendo um acaralhamento de pacotes dos correios. Penso que uns 12 nessas próximas 2 semanas. Vou acompanhar e deixar vocês a par de tudo que acontecer com esses pacotes: Facilidade de chegada, demora, problemas diversos...Se tratando dos correios e de seus serviços ultimamente, só posso copiar a fala do Leônidas quando percebeu que tinha se metido numa muvuca: PREPARE FOR GLORY!

*Dúvidas, Sugestões ou Críticas, Pedido de review de algum jogo que eu tenha ou tenha jogado (No BGG tem pelo menos os que eu tenho) podem mandar. Aguardo contato de qualquer interessado.

Um abraço.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um pouco de História

Bem pessoal, hoje eu vou apresentar um pouco mais do meu cotidiano. Recentemente mudei para o Juazeiro do Norte, onde agora vivo em um hotelzinho.

Antes de tudo, vou explicar um pouco sobre a minha história e relação com boardgames. Hoje tenho 22 anos e trabalho com a administração de uma empresa familiar. Desde pequeno, gostei muito de brincadeiras de imaginação. Chegava a brincar sozinho sem “bonecos”, carrinhos ou whatever. Pegava um lápis ou uma tampa de garrafa e ia brincar.

Um pouco mais velho descobri o prazer da leitura. Mas leitura de livros de como a série “ Para gostar de ler”, livros de aventura para jovens leitores, o tal do Harry Potter e por último e talvez mais importante, O Senhor dos Aneis.

Acho que a porta para o meu crescente interesse em literatura fantástica foi o SdA. Comecei a ler muitas coisas com conteúdo fantástico: A série Discworld, A série A Sétima Torre, Fronteiras do Universo, Arthemis Fowl... Entre tantas outras. Foi justamente nesse momento que conheci o RPG.

Começou com um livro de GURPS que a minha mãe me deu. Eu nunca que li o livro, mas tinha um amigo que tinha saco de ler e passamos umas duas semanas antes de jogar a primeira aventura (com regras pela metade). Ainda me lembro dos detalhes daquela empreitada do meu mago que não tinha nenhuma magia.

Foi logo nessa época que meu pai começou a achar que RPG era alguma coisa do tinhoso e começou a caça as bruxas lá em casa. Escondia mais os meus livros de RPG que as Playboys.

O culpado pelo novo Hobby torrador de dinheiro.
O tempo passou. Os amigos do RPG mudaram de cidade. Eu fiz 18. Voltei a morar em Fortaleza. Passei um tempo lá sem conhecer ninguém. Até que um dia, em uma viagem de visita ao Crato( cidade onde morei por anos, ao lado do Juazeiro), reunimos os velhos amigos que tb tinham vindo fazer uma visita e fomos jogar Interpol e Scotland Yard. 

A jogatina foi  bem legal e voltei para Fortaleza querendo mais. Comecei a buscar na Internet um grupo de pessoas que jogasse esses jogos. Achei a Ilha do Tabuleiro. E lá, um tal de Fábio.

O Fábio, também conhecido pela alcunha "Formiga", me chamou para um dos jogas na casa dele. Fui meio ressabiado, achando que era o tipíco grupo de rpg ( Monte de gente de preto, com camiseta do sepultura/Iron Maiden, num quartinho apertado sem ventilador). Me surpreendi quando o cara me recebeu em sua casa.

Ticket To Ride- O jogo do Trenzinho
Tudo arrumado, na sala de estar da casa dele.  Uma mulher jogando( que, pelo menos no meu caso, era raridade. ). Nínguém com aquela cara de desconfiança, aquele clima de estar fazendo meio que uma "reunião escondida".  Nesse dia joguei pela primeira vez For Sale, Ticket to Ride e Tikal. Saí de lá ansioso pela volta e pelo tal falado “jogafortal”.

E assim conheci algumas outras pessoas, comecei a entender a mecânica de comprar jogos (Depois de ser taxado umas 2 vezes), comecei minha coleção de jogos, aprendi a mexer no BGG, entrei na lista Boardgamer-BR e hoje me mudei. 

Deixei em Fortaleza meus alguns amigos jogadores, entre eles colegas de Faculdade, o Felipe da Flying Frogs, o Tanaka, o Arthur, o Alexandre e meu Friend/Foe Maviael. Hoje, jogo com minha namorada e tento arranjar um grupo para continuar os jogas. Afinal de contas, o show não pode parar.     


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sexta Feira - Summoner Wars & e o perigo de Tripudiar

Ainda em Fortaleza, na sexta tive a oprtunidade de jogar novamente Summoner Wars, desta vez com meu amigo Mathias e seu irmão, Taekwondo Boy (não consigo lembrar o nome do cara, só sei que ele fazia Taekwondo. Ou não).

Taekwondo Boy e seu irmão, Mathias.
Como tinhamos 3 pessoas, fomos jogar o Summoner no modo 2x2. Eu controlava os Cave Goblins e os Phoenix Elves. T.B(Taekwondo Boy pra ficar escrevendo direto é foda) estava com os Guild Dwarves e Mathias com os Tundra Orcs.

A partida começou comigo no controle, os caras botavam unidades, eu ia lá e pimba! Dos dois lados do campo de batalha eu mandava totalmente. Aí começou o problema : Essa minha mania feia de tripudiar.

De acordo com o Google, tripudiar é "Exultar após uma vitória, desdenhando o derrotado". Eu faço isso elevado a mil. Não me controlo. Já tentei a tal poker face mas não rola. Assim que vejo o oponente a beira do colapso, começo a cantar vantagem, fazer cara de "ê lê lê" e soltar uma ou outra gargalhada fatal....

Mathias só tava com o Summoner vivo. T.B tinha umas porcarias de unidades. Demorei a dar o golpe final e as coisas foram mudando.

Mathias baixou o Grungor, o "bixo-bruto" campeão dos Orcs na cara do Príncipe Elien ( Summoner dos Elfos). O Grungor jogou quatro dados e deixou o elfo da realeza com um ponto de vida ( Esse bicho tb é o maior queixo de vidro. Encostou nele, deita).

"Coitados...Mal viram essa jogada aqui....."
Enquanto eu tentava recuperar o controle, T.B tb baixou um campeão dos anões. Agora o negócio ficou feio quando ele deixou o summoner dos goblins com dois pontos de vida em um ataque só. 


É nessa hora que o jogador superior se apresenta...Na hora da dificuldade, da crise. Aquele com maior capacidade de planejamento e percepção do jogo triunfa, e os mais fracos ficam para trás. 





Resultado: Com uma jogada espetacular deixei meu Summoner dos elfos na frente dos orcs. Enquanto isso, o dos Goblins nem teve tempo de gritar quando T.B deu o golpe de misericórdia. Fim de jogo. Cara de Trouxa.

"Para que chorar, para que sofrer..."





De volta a Fortaleza...Por uns poucos dias.

Quarta feira passada fui à Fortaleza por motivos de saúde. Lá pude reencontrar meus familiares, amigos e os bons e velhos engarrafamentos...E claro, tive tempo para dar uma jogada!

Quinta feira, joguei no Maviael. Tinhamos jogado o Summoner Wars a um tempo atrás e ele me ganhou em jogadas roubadas...Mas dessa vez de 3 partidas eu saí na vantagem, ganhei duas delas.

Antes, entretanto, joguei novamente o Abalone. Abalone é um joguinho abstrato que pode ser explicado mais ou menos como um "sumô" de peças. 

Seu objetivo é empurrar pra fora do campo 5 peças do oponente. Entretanto, essas pedras só podem ser empurradas por pedras de peso maior.  Ex: Para empurrar duas pedras, preciso de três as empurrando. A graça do jogo é manobrar suas pedras para torna-las mais pesadas que as do oponente. Muito bom. Vou comprar.
Foto Ruim do Abalone. Ao fundo o Maviael, que parece que na hora está levando um soco no The King of Fighters.


O Maviael levou essa por pouco. Já tinha derrubado 4 peças dele quando ele ganhou Partimos logo depois pro Summoner Wars. As partidas se desenrolaram da seguinte maneira:

1° Partida: Eu com os Tundra Orcs e ele com os Phoenix Elves. No primeiro turno os meus Shamans já fizeram o maior estrago, matando quase tudo que o Maviael tinha em campo. Passamos mais uns dois turnos com ele summonando unidades e eu matando. Aí no quinto turno ele me diz " Vixe, esqueci de ficar juntando mágica!". Nesse jogo, você pode descartar a mão para fazer mágica. Com essa mágica você faz mais unidades. Sem mágica, o seu summoner( o general que, se morrer, você perde) fica sozinho contra o outro time.

Resultado: Chora Maviael. Vitória em menos de 15 min.

Tabuleiro e cartas do Summoner Wars
2º Partida: Mesmos times. Dessa vez o Maviael levou a melhor. Os dados estavam contra mim nessa. E o meu colega se aproveitou da minha burrada para usar a mesma estratégia. ia matando meus caras e me negando exército. 

Resultado: Vitória merecida do Maviael.

3º Partida: A mais apertada de todas. Trocamos de times e nenhum dos dois inicialmente fez muita coisa. Gradualmente, comecei a fazer estragos com os arqueiros dos elfos. e deixei o meu oponente gastar carta.

Demorou para caramba. Os dois ficamos sem cartas para puxar, só com o que tinhamos na mão. Fui para o golpe final com meu Summoner, a campeã Maelena e a outra campeã dos elfos. 
No ultimo instante, eis que Maviael san summona dois shamans próximos ao meu summoner.Pensei agora fuck de vez! Rolagem de dados...E meu summoner taca fogo nos dois, incólume.

No finalzinho, com meus dois campeões contra o summoner dos orcs, mais uma surpres: Mavibs usa sua ultima carta, um warrior! Para quem não sabe esses caras tem uma habilidade chamada fúria, que os permite rerolar dados para atacar de novo. Meu summoner tem quatro pontos de vida. Toma uma bifa. Ele rerola. Toma outra bifa. Rerola.Erra o golpe.Ufa. Rerola. acerta o "re-rolamento". Outra bifa....
Nessa hora já tinha só um ponto de vida e já tava mordendo a madeira da mesa. Ele joga o dado.E ERRA!!!!!

Resultado: Meu summoner mais morto que vivo mata o warrior e as campeãs matam o summoner dele! É do Brasil!!!!!!!!!Eu ganhei!!!!EOEOELEOLEOEOELEOE! Aí me levantei e fui ao banheiro me limpar.

Cartas de dinheiro do Dominion
Cansado de apanhar do gênio da estratégia, partimos para o Dominion. Jogo de cartas onde você vai formando um deck. Começa com 7 cartas e vai coletando cartas e no fim tem um deck. Achei meio sem graça e quase ganho do Maviael na cagada.

Bom demais o Joga! Vamos repetir!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

En Garde!

No fim de semana passado, tivemos o primeiro jogo depois da minha mudança para o interior. Eu e a patroa jogamos En Garde, cardgame de Reiner Knizia que simula a luta entre dois esgrimistas.

Tristeza ao enfrentar um oponente superior...
                                                      
A patroa estava meio desanimada no início, logo a vitória veio fácil para o papai aqui. Vamos ver se da próxima vez que jogarmos, ela se dá melhor.

Resultado: 1x0 para mim

Achei o jogo bem interessante. Movemos os esgrimistas e atacamos com cartas(numeradas de 1 a 5) assim que podemos alcançar o oponente. Esse alcance é medido pelo tabuleiro que é dividido em várias posições. O primeiro que acertar o outro ganha o ponto. Quem chegar em 5 primeiro, vence. Jogo bem legal de blefe e de controle de cartas na mão. E uma ótima pedida na hora de jogar algo bem rápido.

Também fiquei satisfeito com a alta qualidade das cartas e com as miniaturas de metal. 

Tabuleiro de jogo e esgrimistas.


Que este seja o primeiro de muitos jogos com a minha cara metade!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Apresentação

Bem pessoal, estou começando novamente essa empreitada. Dessa vez, meu foco será na vida nova que estou levando e em meu novo Hobby favorito.

Aguardem novidades assim que possível!